Quando se trata de tomar decisões, muitos de nós tendem a enfatizar a importância da lógica e da razão. Contudo, é impossível ignorar a influência significativa das emoções sobre o processo decisório, pois nossas escolhas são intrinsecamente entrelaçadas aos sentimentos que experimentamos.
As emoções fazem parte da biologia humana e quando temos que tomar decisões nosso cérebro não apenas analisa os fatos, mas processa, fisiologicamente, as respostas emocionais que essas escolhas evocam. A relação entre a racionalidade e os sentimentos é uma dança complexa que nos conduz nos salões da vida. É natural que, as considerarmos opções, sejamos influenciados a escolher aqueles que nos proporcionam sentimentos positivos e evitarmos aqueles que geram desconforto emocional.
Quando nos sentimos positivos em relação a uma escolha, nosso cérebro libera dopamina, um neurotransmissor que gera sensação de recompensa. Isso reforça nossa tendência a escolher caminhos que nos tragam prazer ou satisfação emocional
Um exemplo é a escolha de uma carreira: ela pode ser definida pelas perspectivas de estabilidade e retorno financeiro, mas também pela paixão e satisfação emocional que ela nos proporciona. Agora, se sentimos susto ou medo e precisamos tomar uma decisão urgente, o coração pode acelerar, suamos frio, ficamos tensos e isso influencia nossa capacidade de julgamento.
Quando tomamos decisões sob estresse emocional, é importante lembrar que nosso cérebro tende a focar em resultados imediatos em vez de considerar as consequências a longo prazer. Isso pode levar a escolhas impulsivas e menos ponderadas.
Por isso na psicoterapia, ensinamos o cliente a reconhecer seu funcionamento, gerenciar suas emoções e a unir razão e emoção em prol de escolhas mais saudáveis e uma vida em harmonia.
Com razão e com afeto,
Lívia Fialho
